segunda-feira, 13 de maio de 2013
High on sex....and stuff.
A explicação (a um 'analfabeto' em certos termos):
Quando se pede uma bola de gelado de stracciattela, com aqueles pedacinhos de chocolate. Bem crocantes.
Depois juntas outra bola, de nata. Fazendo as duas bolas envolverem-se numa junção perfeita, de sentidos. Até se pode pôr um pouco de topping, de chocolate negro. Amargo.
A junção perfeita. O doce e o amargo. O fresco na tua boca. O chocolate, tanto a desfazer-se com o calor, tanto a senti-lo enquanto o trincas lentamente. O mole e o duro. O quente e o frio.
Aí, é o primeiro sentir. O comum.
Depois,junta-se o pecado. Essa droga tão humana. Uma bola de framboesa. Esse doce diferente. É aí onde está o segredo. A diferença. A diferença de sabores. Aquele contraste entre todos os sabores. Arrepias-te.
A vida é feita de pequenas coisas de dentro dela.
Doces. Esses pedaços duro e crocantes. Esses pedaços que se desfazem enquanto os vivemos. Pequenas coisas que nos fazem fazer viver.
Por vezes podem juntar-se coisas amargas. Nem sempre desejado, mas sempre bem vindo. O cortar do doce mantendo-se doce.
Por fim, surge a peculiaridade. Aquele contraste entre duas coisas. A diferença. O que te arrepia. O pecado. O desejo.
O corpo sente isso. A mente saboreia isso. O paladar, esse, explode.
(Explicação de uma ou duas mocas, a um “analfabeto”: )"Estás a ver, quando tu vais comprar um gelado e pedes uma bola de stracciattela, com aqueles pedacinhos de chocolate, bem crocantes… (pausa) e depois pedes outra bola… de nata. E as duas bolas envolvem-se numa só junção perfeita. Até podes pedir um topping, de chocolate preto … tem de ser preto para fazer aquele contraste meio amargo. (pausa) Depois a isso tudo juntas uma bola de framboesa, hummm (olhos fechados) é a segunda droga… aquela diferença de sabores, aquele corte, aquele contraste entre as duas coisas… "
Como que prometido.
domingo, 24 de fevereiro de 2013
Is what it is
A vida não nos dá segundas oportunidades. Embora possam surgira oportunidades semelhantes, não nos deixa voltar a trás com o conhecimento para mudar-mos o que seja necessário. Dá-nos sim um forma introspectiva de oportunidade para assimilarmos o desprazer de uma determinada situação ou escolha. deixa-nos saborear de forma sarcástica o que poderia ter sido diferente, deixando-nos assim num estado de dormência a nível das sensações. Deixamos de sentir o quente e o frio do que nos rodeia. Tornamos tudo mais ameno. Faz-nos agarrar ao hábito e há simples sobrevivência humana.
A vida é filha. É filha da sorte. Da sorte com que criamos ao dar um simples passo.
A vida é mãe. É mãe do azar. Somos que um segundo filho, onde se tenta melhorar no que se errou antes.
A vida é avó. É avó de todos os que já foram. O passado ensina-nos, mas só nós podemos saber como assimilar esse passado.
A vida é uma amiga. Escolhemos mentir ou enganar-nos a nós próprios, quando na realidade escusamos de o fazer.Quando apenas a nós próprios devemos explicações e o fazemos com o outro.
A vida é egoísta. Não nos deixa morrer
A vida é orgulhosa. Não nos deixa viver.
A vida é acordar e saber levantarmos-nos para a contrariedade que subsiste nas mentes que criámos.
É olhar ao espelho e vermos a semelhança e a mudança que ele trás.
A vida é um acidente de percurso definido. E apenas vivemos quando o tornamos incerto certo.
A vida é quando deixamos de querer viver.
É quando dizes 'sim' ou 'não'. É quando te atiras e julgas não pensar. É quando mergulhas e te arrepias com a diferença de temperatura. A vida é uma fotografia numa moldura. É olhar nos olhos da pessoa à tua frente e conseguir chorar. É grande, parte dela, olhar para essas mesmas pessoas e sorrir. É um café inesperado. É aquele cigarro fora-de-hora. São aqueles cinco minutos em que sais mais cedo.
É a tua primeira vez. É a surpresa. É o surpreender dentro do igual. É aceitar que tens de a viver. É aceitar o que não tens de viver para a viver. É fazer o que não-fazer. É, sim, não fazer o que a vida te manda. É fazer o que tu não fazes dela.
A vida, essa, é puta. É aceitar que ela existe perante as nossas escolhas.
E mesmo assim, sorrir.
E mesmo assim, sorrir.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
Sem saber...
Tudo começa, devagar.
-Sentes-te bem? - Murmura ela.
Ele respira fundo e acena, como sinal positivo. Já não tem em si o que bebeu.
P já não se encontra em plena consciência. Sabe que bebeu demais, fumou demais, experimentou demais. Apenas confia.
- Hoje a noite é nossa. - Afirma ele.
Ela sorri. Agarra na mão dele e puxa.
- Onde vamos? - Pergunta P.
- Vem! Preciso de ir à casa-de-banho.
Ele segue. Ela é quem comanda. Desviando-se do público. Aos olhos dele, as pessoas passam-se, parecem meros vultos Meras sombras.
Depois das escadas ele percebe. Sorri.
- Espera aqui.
Ele acena positivamente.
Passados poucos instantes ela regressa.
- Vem! Não está ninguém. - Abre a porta.
- Para qual?
- Para o último. Está sempre mais limpo.
Apressam-se. Ela tranca a porta por dentro.Vira-se para ele, sorri, e agacha-se. Desabotoa os botões. Baixa os boxers E toca.
Ele sorri. Todos os sentidos vêem ao de cima. Ele apenas consegue sorrir.
Ela nem precisa de se esforçar. Olha para cima e sorri. Continua. Primeiro um pouco. Depois um pouco mais.
Ele apoia-se na parede à sua frente. Apenas respira. Aos poucos vai descendo uma das mãos. Primeiro acaricia-lhe os cabelo. Depois agarra-o.
Mais fundo.
- Sabe tão bem. - Conclui. - Pára. Sobe. - Puxando-a, vai olhando para ela sorrindo. Beija-a. - Vira-te!
Encostando-a à parede e com um toque meio desnorteado sobe-lhe a saia.e tenta puxar as meias.
- Não as rasgues. - Diz ela.
Tinha pouca vontade. - Pensa ele. Com alguma ironia.
Tenta rapidamente resolver a situação. Tinha ele andado a noite toda a desejar rasgar tal pedaço. Tal era o desejo. Depois, sem se preocupar muito mais com tal, puxando com uma mão, encosta. Primeiro um bocadinho, enquanto agarra as ancas. Uma pontada de prazer. Investe. Com o vasto do seu âmago que tal peça se pode-se esmorecer a qualquer momento. A respiração depressa acelerou com os seus movimentos. Vincando as ancas. Depressa se deixou levar. O que antes era turvo agora se encontrava plenamente nítido. Numa réstia das forças que lhe sobraram de tal mudança, vai o mais fundo que consegue, ouvindo um gemido. Sorri.
Agarra-a pelo pescoço e puxa-a de lado. Beija-a.
- Foi óptimo. - Sussurra.
- Eu sabia que ias gostar. Temos de ir.
- Vamos.
Apressando a abotoar-se enquanto olha para as meias, que deseja rasgar, sorri. Ainda sem acreditar no que acabara de acontecer. Sai. Puxado por ela, passando por pessoas há saída, sobem as escadas. Saem para a noite. Saem para a realidade.
- Que bebemos? - Pergunta ela.
Ele? Ainda sem saber da realidade, apenas sorri.
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Because nothing's new...
Seria demasiado cliché falar de sentimentos e de dor ao mesmo tempo.
Ou falar de saudade e felicidade juntos.
Transmitir toda uma fúria através de paz numa mesma linha.
Escrever nas paredes e conseguir ler pensamentos através de um espelho.
Deixar toda uma Inocência Perdida ou apenas voltar a Não Ser.
Tomar o mundo como pacífico e lutar apenas com pensamentos.
Toda a efemeridade num só sopro.
Todo o sentir deixar de existir.
Podia o orgulho ser igual a toda a despretensão existente no silêncio.
Podia a inexistência de algo sentido através do não sentir.
Pode a existência ser sentida através do sentir.
Seria demasiado cliché pegar em poemas e tentar construir um texto.
Falar sobre sentimentos e coisas parecidas.
Tentar dizer algo por palavras quando são os pensamentos que ditam.
Como seria, talvez, certamente, e apenas, olhar com olhos de ver.
Porque o óbvio se torna cliché, como sentir o bater da própria chuva.
Ou falar de saudade e felicidade juntos.
Transmitir toda uma fúria através de paz numa mesma linha.
Escrever nas paredes e conseguir ler pensamentos através de um espelho.
Deixar toda uma Inocência Perdida ou apenas voltar a Não Ser.
Tomar o mundo como pacífico e lutar apenas com pensamentos.
Toda a efemeridade num só sopro.
Todo o sentir deixar de existir.
Podia o orgulho ser igual a toda a despretensão existente no silêncio.
Podia a inexistência de algo sentido através do não sentir.
Pode a existência ser sentida através do sentir.
Seria demasiado cliché pegar em poemas e tentar construir um texto.
Falar sobre sentimentos e coisas parecidas.
Tentar dizer algo por palavras quando são os pensamentos que ditam.
Como seria, talvez, certamente, e apenas, olhar com olhos de ver.
Porque o óbvio se torna cliché, como sentir o bater da própria chuva.
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
I fell in love once..
It could be worst.
It could, once and for all, be better.
But life is what it is.
Just that.
I plain and I write. Just to be me.
It take years to learn. It take seconds, the right seconds, to learn.
Oh, and I want to learn.
I just want to learn.
Apprehend where I am What I am and what I could be.
So,to that, I just am.
I just could be.
A bottle of jack and bush.
A case of cigars.
And a noneless of talking.
And a fullcrap of doing.
Oh. The doin'...
It could, once and for all, be better.
But life is what it is.
Just that.
I plain and I write. Just to be me.
It take years to learn. It take seconds, the right seconds, to learn.
Oh, and I want to learn.
I just want to learn.
Apprehend where I am What I am and what I could be.
So,to that, I just am.
I just could be.
A bottle of jack and bush.
A case of cigars.
And a noneless of talking.
And a fullcrap of doing.
Oh. The doin'...
domingo, 6 de janeiro de 2013
Isso será...
Talvez um dia, talvez uma noite, talvez não se usem as palavras nem se usem os gestos.
Talvez se use o olhar ou até mesmo a expressão.
Talvez tudo seja dito e nada pensado.
Talvez se peça o ontem e se dê o amanhã.
Talvez nada se peça mas tudo do nada se dê.
Quer-se tudo e nada se dê.
Mas, mas talvez se dê o tudo.
The moon is sky high and the wolf weep.
The rose is leaving childhood.
And, the tramp becomes the night island.
Maybe, in all that
life is
the losing of fear of my
selfish love.
Talvez um dia o dia tenha duas horas mais;
E nesse dia eu seja original.
Talvez tudo tenha mudado e eu ficado;
E o que tenha ficado seja a mudança.
The fairytales of my living.
The little tramp.
My little girl.
The living island.
The night of nights
Turn around.
Turn around.
See what I see.
Feel what I give.
Turn around
and listen:
Talvez se use o olhar ou até mesmo a expressão.
Talvez tudo seja dito e nada pensado.
Talvez se peça o ontem e se dê o amanhã.
Talvez nada se peça mas tudo do nada se dê.
Quer-se tudo e nada se dê.
Mas, mas talvez se dê o tudo.
The moon is sky high and the wolf weep.
The rose is leaving childhood.
And, the tramp becomes the night island.
Maybe, in all that
life is
the losing of fear of my
selfish love.
Talvez um dia o dia tenha duas horas mais;
E nesse dia eu seja original.
Talvez tudo tenha mudado e eu ficado;
E o que tenha ficado seja a mudança.
The fairytales of my living.
The little tramp.
My little girl.
The living island.
The night of nights
Turn around.
Turn around.
See what I see.
Feel what I give.
Turn around
and listen:
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
2012 - 2013 / check
Poderia ter corrido mal, Poderia ter sido o pior. Mas também podia ter sido o melhor, ou o melhor dos melhores.
Poderia ter sido muita coisa, Bom, mau, melhor. Mas não foi péssimo.
Aguentou-se. Aqui, ali, além. Mais no além. Lá longe onde as crianças não choram e o chão tem um cheiro familiar. Lá longe onde os cabelos são de oiro, como nos dizem os desenganos fadísticos. Mais para lá do que para cá. As nossas breves memórias nada eternas, mas que apenas nos constroem.
Podia o que não pôde. Podia o que poderia puder.
Podia muito e pôde pouco.
Podia muito e pôde pouco.
Mas pôde o que não deixou por fazer, ou deixar o que poderia faltar.
If you win you'll be happy, if you lose you'll become wise. Read this somewhere.
Well, doing good is over rated. Doing bad is not wise.
So, I'll became happy and everybody win.
Well, doing good is over rated. Doing bad is not wise.
So, I'll became happy and everybody win.
25 and feels like 30.
So long my dear two thousand and twelve.
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
Long time, no seein'
Press play:
Sometimes it's just like the apprehending of something new with the past.
It's all over you. But it is no more.
It could be for one person, or for everyone, but instead it is just for you.
It turns up and no longer is important.
It's just you and yourself.
Funny.
Hello new. Hello past.
Goodbye new. Just a little while past.
It's the old same. Take care.
But the new gray tramp wolf with the mouth full of diamonds.
Funny.
Wake Up.
Funny.
Satire to the my...own-me.
Sometimes it's just like the apprehending of something new with the past.
It's all over you. But it is no more.
It could be for one person, or for everyone, but instead it is just for you.
It turns up and no longer is important.
It's just you and yourself.
Funny.
Hello new. Hello past.
Goodbye new. Just a little while past.
It's the old same. Take care.
But the new gray tramp wolf with the mouth full of diamonds.
Funny.
Wake Up.
Funny.
Satire to the my...own-me.
terça-feira, 10 de julho de 2012
There was night in inwardness.
Por vezes a essência advém do que vem.
Na maioria, não vem. Existe apenas.
Por vezes passa. Outras fica.
Ás vezes torna-se, contorna-se.
Tornasse o que ficou por ficar. Ou o que jamais ficaria.
No entanto, e no fundo:
There are white nigths for us all.
Sleep tight and follow the sirens. ;)
There was night in the essence.
sábado, 7 de julho de 2012
Dreamt of:
Everything was blue. Everything was grey.
Black dark with some white sheets all over. Empty, blank, with no lines of herself.
In the wich they call 'simple' it wasn't simple at all.
I asked. I answered.
All again. The same old questions.
The simple questions in the hardest answers.
I recon the background sound.
Some Sigur, some Strokes, some Jamie, or Howard recently.
The bench of all of my dreams.
The same shrubs, or only the flowers.
The same rocks. As you look at the walls of the empty past.
The sheets still blank and empty.
Some lines come to appear.
I look foward and see the emptyness of a graveyard.
Feels like home. Childish.
Someone comes and ask.
The answer is new. The freedom of all and nothing.
I lost nothing. Apart.
See the crow flying above.
The little child playing in the ground.
The rose with spines undone.
The first lie. But not the last.
See the path to the little jungle.
Hear the howl.
But it as finished.
Saw the dog. That one was lost. Tramp one.
A mice, a cat and finally the dog. The wilding one.
I put the sheets down.
Grab a hand.
Look with the scared eyes of mine.
Nothing is safe. Nothing is sure.
The sheets are now full.
The answer is done.
Just smile and come undone as usual.
One step and start falling.
I'm half full.
Can you hear!?
Black dark with some white sheets all over. Empty, blank, with no lines of herself.
In the wich they call 'simple' it wasn't simple at all.
I asked. I answered.
All again. The same old questions.
The simple questions in the hardest answers.
I recon the background sound.
Some Sigur, some Strokes, some Jamie, or Howard recently.
The bench of all of my dreams.
The same shrubs, or only the flowers.
The same rocks. As you look at the walls of the empty past.
The sheets still blank and empty.
Some lines come to appear.
I look foward and see the emptyness of a graveyard.
Feels like home. Childish.
Someone comes and ask.
The answer is new. The freedom of all and nothing.
I lost nothing. Apart.
See the crow flying above.
The little child playing in the ground.
The rose with spines undone.
The first lie. But not the last.
See the path to the little jungle.
Hear the howl.
But it as finished.
Saw the dog. That one was lost. Tramp one.
A mice, a cat and finally the dog. The wilding one.
I put the sheets down.
Grab a hand.
Look with the scared eyes of mine.
Nothing is safe. Nothing is sure.
The sheets are now full.
The answer is done.
Just smile and come undone as usual.
One step and start falling.
I'm half full.
Can you hear!?
quinta-feira, 28 de junho de 2012
no second words.
Yes! That's it!
Feels like no words.
Just throw something.
Doesn't work
Break something.
Still not work.
Kill something.
Doesn't work either.
Snap.
Can't write.
Drink.
Smoke.
Take.
Fuck.
Nothing works.
One in a mil, nothing work.
Seems like. Nothing.
Don't want to believe in something. Nothing.
Brake. Throw. Brake. Feel.. Brake. Take. Brake. Fuck. Brake.
Snap!
Drink. Smoke. Feel. Nothing.
Anger. Rage. Fury. Ire. Nothing. Odium!
Feels like. Nothing.
Snap!
Read. Write. Ask. Answer. See. Close. Call. Quiet.
Snap.
Brake. Drink. Smoke. Fuck.
Don't do nothing.
Scream. Shout. Shallow.
Snap.
Throw. Brake. Tense.
Don't want to believe why.
Don't want to realise.
Snap!
Feels like no-me.
Snap!
Take. Throw. Fucked up.
Drunk. High. Fuck!
Feels like. Nothing.
Empty! Can do no more.
Write. Read.
Close! Open.
Open! Close.
No matter what I do.
No matter what I don't do.
Snap!
Throw.
Level high.
Drink. Smoke.
Google:
-Anger;
-Rage;
-Rabies;
-Fury;
-Ire;
-Madness;
-Dander;
-Odium;
-Rabidity;
-Paddy;
-Paddywhak.
SnaP!
Brake. Stuff, a glass, the mirror, the door, the window, me.
Why. Don't need to know. Don't want to know. Really don't want to know.
Anger. To be.
Rage. To do.
Rabies. To not to.
Fury. Of something.
Ire. Of anything.
Madness. Of me.
Dander. Of everything be some.
Odium. Of some.
Rabidity. For something. And brake.
Paddy. Again.
Paddywhak. Feels like. Or want to.
SNap
Can. Can't I.
Do. Don't I.
Be. Not be.
Smash.
Doesn't go better.
Feels like. Nothing.
Take. Stand.
One. Two. Three Four. Start!
Take. Brake. Throw.
SNAp!
Glasses everywhere!
Brains all over.
Be. In the floor.
Jump. Fall. No wings. No. Nothing.
SNAP!
No words. Only silence. Inside.
Tear! It! Down!
Dint!
Feels like no words.
Just throw something.
Doesn't work
Break something.
Still not work.
Kill something.
Doesn't work either.
Snap.
Can't write.
Drink.
Smoke.
Take.
Fuck.
Nothing works.
One in a mil, nothing work.
Seems like. Nothing.
Don't want to believe in something. Nothing.
Brake. Throw. Brake. Feel.. Brake. Take. Brake. Fuck. Brake.
Snap!
Drink. Smoke. Feel. Nothing.
Anger. Rage. Fury. Ire. Nothing. Odium!
Feels like. Nothing.
Snap!
Read. Write. Ask. Answer. See. Close. Call. Quiet.
Snap.
Brake. Drink. Smoke. Fuck.
Don't do nothing.
Scream. Shout. Shallow.
Snap.
Throw. Brake. Tense.
Don't want to believe why.
Don't want to realise.
Snap!
Feels like no-me.
Snap!
Take. Throw. Fucked up.
Drunk. High. Fuck!
Feels like. Nothing.
Empty! Can do no more.
Write. Read.
Close! Open.
Open! Close.
No matter what I do.
No matter what I don't do.
Snap!
Throw.
Level high.
Drink. Smoke.
Google:
-Anger;
-Rage;
-Rabies;
-Fury;
-Ire;
-Madness;
-Dander;
-Odium;
-Rabidity;
-Paddy;
-Paddywhak.
SnaP!
Brake. Stuff, a glass, the mirror, the door, the window, me.
Why. Don't need to know. Don't want to know. Really don't want to know.
Anger. To be.
Rage. To do.
Rabies. To not to.
Fury. Of something.
Ire. Of anything.
Madness. Of me.
Dander. Of everything be some.
Odium. Of some.
Rabidity. For something. And brake.
Paddy. Again.
Paddywhak. Feels like. Or want to.
SNap
Can. Can't I.
Do. Don't I.
Be. Not be.
Smash.
Doesn't go better.
Feels like. Nothing.
Take. Stand.
One. Two. Three Four. Start!
Take. Brake. Throw.
SNAp!
Glasses everywhere!
Brains all over.
Be. In the floor.
Jump. Fall. No wings. No. Nothing.
SNAP!
No words. Only silence. Inside.
Tear! It! Down!
Dint!
terça-feira, 26 de junho de 2012
Ainda te procuro.
Por entre becos, esquinas. Por debaixo de luzes solitárias. Por entre castelos, pontes ou passadiços. No final das escadas ou no meio destas. Num banco de jardim ou no parque das antigas crianças.
Ainda te procuro, em jardins secretos ou no final da quelha. Ao lado de uma árvore ou apenas no espaço livre.
No meio do hall ou já na saída deste. Por entre os lençóis já usados ou simplesmente pelo quarto.
Ainda te procuro no meio da multidão ou quando julgo não haver ninguém. Num bar qualquer ou naquela esplanada já antes batida.
Procuro em todas as matrículas de carros ou em todas as moradas que me surgem há memória.
Em pequenos gestos gastos em mim. Ou quando descubro hábitos não meus.
Ainda te procuro no âmago do ser, do não-ser, da breve existência.
Ainda te procuro, como já jamais te procurei.
Simples e breve. Sem grandes palavras. Ainda te procuro.
Sem saber onde, ou quando, mas procuro.
Ainda te procuro naquele beijo, naquele momento, naquele local, naquele dia, aquela hora.
Ainda procuro o cheiro, não aquele, mas todos. Arrepio quando todos parecem iguais.
Ainda procuro o que não existe mais ou o que nunca existirá. Aquilo que existiu ou apenas imaginei.
Ainda tenho sede. Sede de mais. Ainda acho que o copo estava meio vazio.
Ainda procuro o resto que falta. O que ficou por faltar.
Tropeço a cada esquina que paço. Perco a visão no negrume da noite ao olhar para um beco.
Ofusco-me a mim mesmo quando olho directamente para as luzes, quando julgo ver esse brilho passar.
Fico sem ar, quando necessito de olhar uma segunda vez. Deixo de respirar quando todas as vezes são equívocos.
Tudo é um equívoco. As palavras saem, mas soltas. junto-as na esperança que se forme algo com nexo.
Tremo quando penso encontrar, suspiro em temer encontrar.
Os sentidos perdem-se toda a vez.
Deitado na cama, perdido nos lençóis dos meus pensamentos.
Encontro-te sim, num travo final deste cigarro, ou do próximo.
Na última gota daquele bom vinho.
Perco-me no encontrar do juntar do bom ao mau.
Expiro, deixo o fumo das minhas ideias esvoaçarem à minha frente.
Vejo a névoa que crio. Encontro-te aí. Na mística desse meu respirar.
Provo-te. Tenho-te, por momentos. Vivo. Mato-te. E deixo.
Ainda te procuro, mesmo depois de te ter.
No final deste ou do próximo.
Na próxima saída.
Ou quando deixar de respirar.
No próximo olhar. Vazio!
Ainda te procuro, em jardins secretos ou no final da quelha. Ao lado de uma árvore ou apenas no espaço livre.
No meio do hall ou já na saída deste. Por entre os lençóis já usados ou simplesmente pelo quarto.
Ainda te procuro no meio da multidão ou quando julgo não haver ninguém. Num bar qualquer ou naquela esplanada já antes batida.
Procuro em todas as matrículas de carros ou em todas as moradas que me surgem há memória.
Em pequenos gestos gastos em mim. Ou quando descubro hábitos não meus.
Ainda te procuro no âmago do ser, do não-ser, da breve existência.
Ainda te procuro, como já jamais te procurei.
Simples e breve. Sem grandes palavras. Ainda te procuro.
Sem saber onde, ou quando, mas procuro.
Ainda te procuro naquele beijo, naquele momento, naquele local, naquele dia, aquela hora.
Ainda procuro o cheiro, não aquele, mas todos. Arrepio quando todos parecem iguais.
Ainda procuro o que não existe mais ou o que nunca existirá. Aquilo que existiu ou apenas imaginei.
Ainda tenho sede. Sede de mais. Ainda acho que o copo estava meio vazio.
Ainda procuro o resto que falta. O que ficou por faltar.
Tropeço a cada esquina que paço. Perco a visão no negrume da noite ao olhar para um beco.
Ofusco-me a mim mesmo quando olho directamente para as luzes, quando julgo ver esse brilho passar.
Fico sem ar, quando necessito de olhar uma segunda vez. Deixo de respirar quando todas as vezes são equívocos.
Tudo é um equívoco. As palavras saem, mas soltas. junto-as na esperança que se forme algo com nexo.
Tremo quando penso encontrar, suspiro em temer encontrar.
Os sentidos perdem-se toda a vez.
Deitado na cama, perdido nos lençóis dos meus pensamentos.
Encontro-te sim, num travo final deste cigarro, ou do próximo.
Na última gota daquele bom vinho.
Perco-me no encontrar do juntar do bom ao mau.
Expiro, deixo o fumo das minhas ideias esvoaçarem à minha frente.
Vejo a névoa que crio. Encontro-te aí. Na mística desse meu respirar.
Provo-te. Tenho-te, por momentos. Vivo. Mato-te. E deixo.
Ainda te procuro, mesmo depois de te ter.
No final deste ou do próximo.
Na próxima saída.
Ou quando deixar de respirar.
No próximo olhar. Vazio!
sábado, 9 de junho de 2012
Como...
Por vezes, fácil. Noutras, é mais difícil do que parece.
Entregamos-nos ao que julgamos essencial na vida. Ou, perdemos-nos em coisas fúteis
Julgamos ser mais fortes do que realmente somos. Apenas para mais tarde perceber que não éramos.
Não nos sentimos culpados. Mas, sentimos que não estamos completamente livres dessa culpa, dita não existente. Sentimos-nos culpados, pelas coisas que deixámos para trás. Aquelas pequenas coisas.
Fazemos das coisas complicadas coisas simples. E, das simples as mais complexas de sempre.
Temos cabeça. Ou, a cabeça já se perdeu.
Ganhamos. Perdemos.
Uma de-sinfonia afinada. Sublime e nada complexa.
Estando impregnado em nós. Esta música dançante.
Sentimos-nos alinhados nela.
Percebendo todo e qualquer caractere dessa mesma pauta. Mas, não sabendo sequer tocá-la.
Apenas a sentimos em nós.
A início, está tudo bem. Ou, tudo mal. Dependendo do nada deixado. Ou, do tudo ganhado.
Ocupamos os lugares. Ocupamos lugares.
Fechamos-nos. Ou, abrimos-nos.
É todo um envolvente de escolhas e não-escolhas.
Há quem se deixe levar ou siga. Há quem tome rumos ou pegue no leme.
Há quem suba rios ou os desça.
Há escolhas. Mas sempre escolhemos não escolher. Deixamos-nos apenas escolher.
Há esquerdas e direitas. Mas seguimos em frente.
Acabamos por tomar a atitude da des-atitude.
De deixarmos de ser o que fomos. Ou, ser o que não fomos.
Somos e éramos ao mesmo tempo. Somos e seremos. Ou, assim julgamos pensar.
Esquecemos. Recordamos. Criamos.
Mas, no fundo, não deixamos de ser. Até o deixar-mos de realmente ser.
Fui , não sou, serei.
Não vi, vejo, não verei.
Fiz, não faço, farei.
Não fui, sou, não serei.
Vi, não vejo, verei.
Não fiz, faço, não farei.
É necessário querer, crer, distinguir, subestimar.
É preciso aprender. Decidir aprender.
Até que deixe de ser fácil ou se torne difícil.
Mesmo que, por vezes, seja fácil. Ou, seja mais difícil do que realmente é.
sábado, 2 de junho de 2012
A mágoa é maior!
Acordo. Está escuro. Consegue-se apenas perceber o que me rodeia com a pouca luz que passa pela fresta que a persiana não consegue tapar.
Não sei onde me encontro. Não adivinho como aqui vim parar.
Não me sinto perdido, apenas não sei que lugar é este.
Vejo caras estranhas. Corpos nus, despidos de qualquer mágoa.
Um cheiro intensa a carne. Suor. Cheiro pesado a sexo.
O meu corpo sente-se pegajoso.
Não reconheço o que fiz.
Tento relembrar como tudo acabou.
Vêem imagens à memória. Intensas. Carnais.
Ouve-se música que toca sem parar. A discografia ainda é a mesma.
Não fui o único a acordar. Há mais olhares a percorrerem o local.
Cruzam-se. Há um misto de dúvida, pesar, medo, sorrisos vêem à toa.
Tento levantar-me, mas o meu corpo não permite.
Cansado, dorido. Marcado.
Pulsos, ombros, pescoço.
Negro, num corpo tão branco. Dor.
Olho para o lado, ao sentir a pele colada.
Pele com pele. Colada de tanta transpiração.
Continuo a sentir o peso da atmosfera em que estou envolvido.
Vêem-se pernas, pés, braços, mãos. Cabelos, cabeças.
Roupa no chão. Corpos na minha mão. Ambas.
Delicio-me com os últimos pensamentos que me trazem à memória, o que foi o fim.
Não sei mesmo onde me encontro.
Cansado, dorido, satisfeito!
Estranho.
Alguém se move, cruzamos os olhos para o corpo que se movimenta.
Alguém ainda tem forças para se levantar.
Um corpo despido. Primeiro cabelos, costas, nádegas, pernas. Movimenta-se e sai da sala, quarto, divisão. Que lugar este.
Volta. Por entre do que os cabelos tapam, vê-se uma carinha com olhos semi-serrados a olhar para mim e para o outro conjunto de olhos presente na sala, quarto. Lugar este.
Ri-se. O outro conjunto de olhos torna-se pessoa.
Levanta-se. Vejo cabelos a não conseguirem tapar os seus seios. Devagar aproxima-se do outro corpo nu. Dão as mãos. Vejo constrangimento. Olham para mim e eu sorrio. Os seus olharam agora cruzam-se. O primeiro descobre o seu peito dos seus cabelos. Vejo-a ganhar coragem e dá um pequeno beijo na bochecha da pessoa à sua frente.
Um pouco tímida, mas gosta do gesto e retribui.
Sorriem!
Ainda perdido nos sentidos gastos. Tapo-me. Arrepiado.
Manjar dos deuses que tenho perante mim.
Uma visão do paraíso.
Calado, sem conseguir falar. Noto que me dói a garganta. Mesmo a língua.
Não estranho.
Trocam carícias. Deleito-me a ver os seus corpos pegados.
Pequenas partes destes a tocarem-se em simultâneo.
Sem forças para me juntar. Olho, apenas.
Sem perder, vejo que se vão aproximando.
Continuo sem me mexer. Sem forças.
Quando dou por mim tenho dois vultos à minha frente, em cima.
Corpos nus, que se baixam e me beijam.
Primeiro nos lábios, depois pescoço. A partir daí deixo de dar conta.
Um misto de dor e prazeres.
Vejo a coragem requerida nos seus corpos cansados e já suados, outra vez - penso.
O primeiro cruzar de olhos, ao descer põe as suas pernas entre a minha cabeça. Ajoelha-se.
Sinto cochas e depois já nem sinto.
Sinto, sim, algo lascivo. Húmido. Beijo, lambo, passeio com os meus lábios.
A língua dorida acorda.
O meu corpo estremece, algo me faz acordar. Um mesmo conjunto de lábios, línguas fazem-me acordar. Não a mim, mas também, o meu corpo.
A dor é imensa, a mágoa ainda maior.
As minhas mãos já não aguentam estar quietas. Percorrem o que encontram.
O corpo contorce-se.
Não aguento. Fujo. Parto. Perco-me!
A dor é imensa e a mágoa ainda mais. Penso!
Não consigo sequer pensar. Movimentos já automáticos.
Perco o controlo daquilo que nunca tive desde inicio.
Sinto-me a sufocar. As pernas que me envolvem apertam-me. Não consigo respirar. Ou assim julgo.
Delicio-me.
O segundo cruzar de olhos aproxima-se dos meus lábios e do que se encontra colados a eles.
Junta-se. Um pouco tímida. Mas vejo a diferença que trouxe a noite para o dia.
Sabe o que faz, ou pelo menos assim julgamos todos.
Beija como eu beijo. Faz como eu faço.
O corpo em cima pára com os barulhos já nada estranhos.
Afasta-se lentamente. Ainda por satisfazer.
A timidez aproxima-se, beija-me nos lábios enquanto alguém me sussurra ao ouvido um 'bom dia' nada tímido.
Os corpos colam-se em mim.
Contorcem-se. O ambiente aquece cada vez mais.
O corpo dorido, cheio de dor.
A dor é imensa, mas a mágoa ainda é maior.
E deixo-me levar pelo que resta dos meus sentidos.
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Não Pensamento
Idealizei. Uma pequena historia.
Contada por palavras. Sonhada no pensar.
Inspiro, expiro o fumo dentro de mim.
Tudo parece, no entanto, é simples.
Penso, sonho, idealizo coisas. Coisas essas não tanto banais.
Perco-me nas sensações que o pensamento me dá.
O corpo arrepia.
Vejo-me sentado na poltrona.
Um filme um tanto divertido de jogos humanos.
Fico desnorteado. Perco-me no sabor que carrego nos meus lábios.
Surge um sorriso. E o tudo percorre o meu corpo.
O que dava para ali me encontrar. No mesmo espaço.
Provocado, desejo. A visão ilude-me. Dá-me sentidos. Sinto mais do que vejo.
Não toco, impossível!
Encontro-me preso à poltrona. Estas cordas não me deixam.
Elas vindas da minha imaginação.
Os olhos mentem. Dão-me a mostrar algo belo. Desejável. Mas impossibilitam-me de parar este momento.
Simples, calmo. De tirar a respiração.
Um pouco mais, peço - dentro de mim.
Devagar, aproxima-se.
Não me consigo soltar. Sinto a respiração.
O cigarro apaga-se.
O momento acaba.
Mas alguém sussurra: «Sente!»
Por vezes vejo-me perdido no pensamento do acto..
Por outras, deixo simplesmente de pensar.
Contada por palavras. Sonhada no pensar.
Inspiro, expiro o fumo dentro de mim.
Tudo parece, no entanto, é simples.
Penso, sonho, idealizo coisas. Coisas essas não tanto banais.
Perco-me nas sensações que o pensamento me dá.
O corpo arrepia.
Vejo-me sentado na poltrona.
Um filme um tanto divertido de jogos humanos.
Fico desnorteado. Perco-me no sabor que carrego nos meus lábios.
Surge um sorriso. E o tudo percorre o meu corpo.
O que dava para ali me encontrar. No mesmo espaço.
Provocado, desejo. A visão ilude-me. Dá-me sentidos. Sinto mais do que vejo.
Não toco, impossível!
Encontro-me preso à poltrona. Estas cordas não me deixam.
Elas vindas da minha imaginação.
Os olhos mentem. Dão-me a mostrar algo belo. Desejável. Mas impossibilitam-me de parar este momento.
Simples, calmo. De tirar a respiração.
Um pouco mais, peço - dentro de mim.
Devagar, aproxima-se.
Não me consigo soltar. Sinto a respiração.
O cigarro apaga-se.
O momento acaba.
Mas alguém sussurra: «Sente!»
Por vezes vejo-me perdido no pensamento do acto..
Por outras, deixo simplesmente de pensar.
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Essência.
Vem de temos a tempos. Não o que se procura mas o que já se encontrou. Surge por meias palavras. Nas esquinas, escuras. Por debaixo de um candeeiro intermitente. Num banco de uma jardim à noite. Encostado a uma parede. No final de umas escadas. Ou, até, mesmo no meio de uma multidão. Naquele lugar, qualquer.
Tudo isto em sítios escondidos. Todos eles, mesmo por entre a multidão. Todos eles.
Tanto começa como acabam num olhar. Estes momentos.
Um cruzar de olhos.
Um suspiro.
Uma dor e uma mágoa. 'Sofrimento'!
Um sorriso.
Vem como quem fica. Parte como até sempre.
Inebriantes e efémeros momentos.
Agridoce!
Ao mesmo tempo, momentos capazes e incapazes, de tudo ou de nada.
Um copo meio cheio. Um copo meio vazio.
Pessimismo. Positivismo.
Meias palavras.
A Essência do sentir.
-
Quando era pequeno. Um pirralho. Ouvi esta história, algo como:
"Havia um menino que era pastor. E como tal, todos os dias ia guardar as ovelhas para o monte.
Passado algum tempo, ele fartou-se de não fazer nada, então resolveu pregar uma partida à população onde residia e rir-se com isso.
Assim, certo dia, enquanto guardava o rebanho de ovelhas, começou a gritar - «LOBO, Acudam. Lobo!».
A população toda assustada, respondeu ao grito e foi a correr para ajudar o menino. Mas, quando chegaram ao monte e viram o menino são e salvo, e a rir-se da situação, ficaram chateados e voltaram para as suas casas.
Passado uns tempos o menino voltou a fazer o mesmo. A população respondeu ao gritou e foi ajudar o menino. No entanto, já nem toda a população foi ajudar, pois ainda estavam indignados com a brincadeira anterior. Mas, na mesma, a população chega ao pé do menino e vê que ele estava a brincar na mesma. Ficando assim mesmo chateados com ele.
No entanto o menino não voltou mais a brincar com a situação.
Mas, certo dia, aparece um lobo e ataca o rebanho de ovelhas. O menino todo aflito grita- «LOBO. Acudam. LOBO!!». Mas desta vez ninguém veio. Ficando o menino sem ovelhas."
Moral da história?
Essência do mentir.
-
Em pele. Crua. Nua.
Devagar.
Deslizo as mãos pelas costas. Tocando, massajando. Devagar. Um pouco à bruta.
Ombros.
Pescoço.
Descendo pela coluna. Cada costela.
Fundo das costas. Pressionar.
Devagar.
Descendo.
Nádegas. Tocar. Sentir. Acalmar.
Confiar.
Coxas.
Pernas
Pés.
Tirar a pressão exercendo outra.
Relaxar.
Ainda mais devagar.
Subir.
Ao de leve.
Ir tocando.
Pernas.
Coxas.
Virilha. Lentamente.
Sentir a respiração.
Nádegas.
O interior. Exterior.
Calma. Lentamente.
Sentir a a respiração.
Insistir um pouco mais.
Confiar. Mais.
Sentir a pulsação. Como ela acelera.
Subir.
Mordiscar.
Tocar ao de leve. Lábios. Língua.
Mordiscar.
Beijar.
Subir.
Fundo das costas. As covinhas.
Com as mãos bem coladas ao corpo, subir.
A pele. Toca-se. Sente-se o desencontrar das respirações.
Subir.
A pele. Toca-se cada vez mais. Conhecem-se.
As mãos na nuca.
Os lábios no pescoço.
O corpo pegado.
A respiração encontra-se.
Calma.
A fricção. A sensação.
Ainda não.
Mais.
Descer. Com os lábios
Tocar. Devagar.
Intenso.
Sentir.
Insistir, Mais.
Beijar. Lábios. Língua.
Êxtase.
Devagar. Lentamente.
Subir.
A Pele. Sente-se.
Quer-se.
Tudo.
Insiste-se.
Sente-se.
A respiração. Pulsação.
O gemido.
Essência do prazer.
-
A Essência das coisas.
Algo simples e natural.
Complexo. Perplexo.
sábado, 7 de abril de 2012
Karma
Não lamentarei o que fiz ou, sequer, o que alguma vez disse.
Digo isto com pesar e contradição. Pois, nem eu próprio acredito nas minhas palavras.
Digo isto com pesar e contradição. Pois, nem eu próprio acredito nas minhas palavras.
Não acredito no que fiz. No que disse. Naquela ou esta atitude.
Não acredito que estive ou que fui.
Não acredito em nada disto.
Mas, também, não acredito que o tivesse deixado de fazer, ter aquela ou esta atitude. Que deixasse de estar ou de ir. Ou até, mesmo, deixar de acreditar nisto.
Apenas acredito em algo abstracto. Sonhado.
Apenas acredito em algo abstracto. Sonhado.
Em como o tudo se tornou no nada.
E como o nada se tornou em tudo!
Is the not live enough that afraids me.
quarta-feira, 21 de março de 2012
Um pouco de 'idiotez'
(pego num cigarro)
Imaginemos:
(acendo)
Toda a gente é convidada. Amigos, melhores amigos, pessoas que fazem algum sentido. Colegas, conhecidos com quem se está diariamente. As pessoas de quem gostamos e as pessoas por quem temos um carinho especial. Mas acima de tudo a pessoa que desejamos, queremos e sentimos uma certa paixão, sentada numa das pontas da mesa.
Nestes todos há aqueles quem odiamos, de certa forma, também.
Todos reunidos. Todos sentados numa mesma mesa. Alguns em grupo, outros meios separados sem conhecer ninguém. Na altura até se podem fazer amizades por conveniência da solidão existente.
Mas, a meu ver todos falando.
Imaginemos eu sentado na outra ponta da mesa.
Sentado, calado, observando. Procuro saber o porquê de cada pessoa ali estar. Algumas porque faz sentido, outras apenas porque lhes apeteceu, outras porque realmente querem ali estar, outras, ali, pela curiosidade daquele convite.
Imaginemos que se encontram ali todos os que foram convidados. Os simpáticos e os antipáticos. Os bons e os maus. Os que me ajudaram e aqueles que me puxaram para trás. Aqueles que acreditam e aqueles que já não são capazes de tal. O preto e o branco. O fogo e a água. Todos juntos, de certa forma misturados.
Todos se questionam porque ali estão. Eu respondo que nem eu próprio o sei muito bem. Apenas tenho uma coisa em mente.
De início vem a comida, e eu apenas pergunto: o primeiro que nunca pecou que se levante e vá embora. Filósofo que sou, todos se riem e no entanto todos ficam e comem. Já que é para isso que cada um ali está.
Tudo corre bem, as conversas fluem e os olhares no fundo da mesa são capazes de surgir.
Vem o café para quem quer. Pequeno prazer.
(outro cigarro)
Aí digo: quem nunca errou que se levante e vá embora. E no entanto todos erraram e todos ficaram.
No final de tudo, peço permissão para falar.
De copo cheio na mão.
E as palavras sucedem-se:
-A todos um obrigado por terem vindo. Apenas quero perguntar, quem nunca mentiu? Que não brindem comigo!
E assim seria. A imaginação no fundo de um copo de verdade.
Imaginemos que tudo isto é possível.
Imaginemos que não haveria nãos nem senãos.
Uma imaginação um pouco parca, inútil e idiota.
No entanto seria como tudo na vida. Coisas por serem e coisas por escolha própria.
Seria como eu. Como o meu Ser. Como eu enquanto pessoa.
Nem sempre fui de certas palavras. E no entanto fui de dizer outras.
Nem sempre fui sincero ou mostrei o que realmente queria. Mas, no entanto, sempre menti, omiti sem pestanejar. Sempre fiz o que achei correcto no momento. Como por outras vez fiz o que achei correcto, mesmo implicando erros. E assim aguentar com as consequências. Mesmo cabisbaixo mas de peito erguido.
Como agora.
Escolhi o que era errado, mas pensando em algo maior.
Ciente do que poderia acontecer e das previsões todas elas correctas, até as minhas.
Sempre tive algumas atitudes ditas de 'criança', outras que nem de 'adulto' se podem chamar.
No entanto fui acumulando algum saber em mim, mesmo que errado.
Como exemplo este pequeno texto, esta grande idiotice. No entanto a transmitir aquilo que sei, ou espero saber. [Não vá a Puta Da Mania subir em mim].
Sei neste momento que certas coisas já nada importam e que outras muito menos ainda.
Sei hoje que a mentira estará sempre presente. E o dito amadurecimento só surgirá quando assim se deseja, como em conversas. Como se tenta tirar ou dar razão a algo. Mas nunca em actos. Sim! Porque palavras leva-as o vento.
Alguns não saberão do que falo, como sempre, outros pensarão que sabem.
Mas digo que nem eu próprio sei do que falo. Apenas é o que me vai na alma.
Sei que trago em mim grande discordância e grande dissonância. Trago, imagino, em mim todos os sentimentos do mundo e trago nenhuns. Trago em mim todos os pensamentos possíveis, todos os cenários possíveis, mas aí ,apenas e só, sei quais os realmente possíveis e quais o que posso chamar de realidade.
Sei, hoje, e uma vez mais, o que não fazer, como sinceramente sei o que realmente quero.
E assim escrevo.
Assim o digo e assim o mostro:
"Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o Mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.
O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.
E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía."
Já nada soa com a mudança.
Muda-se apenas.
É-se apenas.
Sê-se apenas.
Sou!
I am, a whisper, a piece, a fear. A mistake!
As drunken as words could get. Sober and sincere:
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
sábado, 8 de outubro de 2011
Gosto.
Gosto disto. Daquilo.
Vou gostando.
Por vezes menos, outras mais.
No fundo gosto. [ponto]
-
O tempo passa. As coisas mudam. Umas simplificam, outras complicam-se. No entanto não deixam de ser coisas que existem.
Passado algum tempo dás por ti imerso em novos sentidos, bons, maus, apenas novos. No entanto de novos não têm muito. São velhas coisas que se renovaram, através do tempo que passa, através da experiência, actos ou seres.
Na última semana tem acontecido de tudo um pouco. Um pouco mais de momentos ditos maus, i poucos de momentos muito bons. Apenas momentos que me fazem pensar, aperceber e compreender aquilo em que estou envolvido.
De certa forma fujo de tudo um pouco, como neste simples momento de escrita, que de simples não tem nada.
De certa forma fujo de tudo um pouco, como neste simples momento de escrita, que de simples não tem nada.
A tensão, a pressão, o que se cria e o que já existe. O que não devia existir ou o que já não devia existir, permanece. As coisas ficam e partem. Umas melhores outras piores.
No fundo gostava de saber onde me encaixo, onde sou, onde existo.
No fundo gostava de saber onde me encaixo, onde sou, onde existo.
Encontro-me num cubo de papel, feita de pequenas folhas cortadas, escritas por palavras sem nexo. Um puzzle feito de palavras.-
Dentro de uma caixa cheia de tudo e de nada. Do pouco que está nessa caixa muito ou nada se pode tirar. Eu.
Gostava de poder adormecer a sorrir como acontece, não importa o quê. Apenas ali, deitado e sentir a pele há qual já tanto me habituei. Sonhar, acordar e assim ficar no sonho...

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