Pensamento: "Sim ou sopas."
Sopas, gosto muito de sopinhas. Daquelas boas, com um paladar que começa por bom e acaba em amargo ou nalguns casos em agridoce. Por vezes chega a parecer bom, mas isso não é chamado para aqui. No fundo todas costumam saber bem. Quentinhas, saborosas, confortantes.
Mas para este caso revejo a sopinha de massinha de letras. Onde quando éramos pequeninos costumávamos (pelo menos eu fazia-o) construir palavras. Por vezes construía-mos palavras sem grande nexo, palavras curtas eu até sem significado. No entanto sorriamos, riamos-nos, enfim felizes com o pouco que usávamos .
Hoje não construo qualquer palavra, disponho-me apenas a comer o que surge à minha frente. Colher atrás de colher, até finalizar e passar ao segundo prato.
Aí a coisa já se complica ou melhora, por vezes algo mais arranjado ou, mesmo, até bastante simples. Mas é o prato principal, aquilo que verdadeiramente nos satisfaz. Coisas mais elaboradas ficam sempre na memória dos paladares, do gostos, daquilo que aprendemos a gostar ou gostamos por natureza.
A seguir, a sobremesa. O desejo de todas as crianças, por vezes até dos graúdos. Aquilo que nos faz sentir bem, sempre em pequenas doses ou quantidades, mas, aquilo que é capaz de nos despertar os sentidos com o pouco que é. No fundo ficamos sempre a desejar por mais. Coisas doces ou mais amargas. Mas, no fundo a sobremesa é uma surpresa, algo simples como uma peça de fruta, ou então uma sobremesa mais elaborada, com vários sabores. Não podendo abusar, pois por vezes o que é bom também enjoa.
No final, o café, o verdadeiro bem estar da ementa, aquela consolação do que se comeu, a conjugação de tudo numa única chavenazinha, com ou sem açúcar, meio pacotinho ou até todo num só café. Curto ou longo. A consolação final.
A minha escola, prefiro agora uma boa sopinha de alho francês. Seguido de uma boa posta de carne com molho de vinho do porto, com o acompanhamento normal e um pouco de esparregado de espinafres. Sobremesa, algo não muito doce, se fruta, uma boa maça bravo de esmolfe ou então um semi-frio à base de frutos vermelhos ou silvestres.
Mas o final não pode faltar. O café, de preferência sem açúcar ou então com um bocadinho. Para não deixar de sentir o amargo.
No fundo, a junção do amargo com o doce!
No entanto, a historia do ''sim ou sopas'', não tem nada a haver com uma ementa, é só apenas porque já estou farto de sopas. Por isso, neste momento, directo ao segundo prato, como muito devagarinho, apenas porque gosto de saborear bem as coisas, me sabe bem e me alimenta o suficiente. Passando directo para o café. Cheio, sem açúcar, de preferência, bem amargo!
A vida é cheia de confortos, bem estar e por vezes cheia de coisas doces, mas no fundo e escolhendo (a meu ver) bem, ou não, acaba por saber sempre a amargo, apenas com ou sem açúcar. Escolhas!